Construção coletiva e devolutiva - Maio/2026
Este espaço foi concebido para aproximar crianças, jovens e adultos da diversidade dos povos indígenas, de suas culturas, saberes, modos de vida, relações com o território e meio ambiente.
A proposta pedagógica valoriza experiências lúdicas, sensoriais e mediadas, especialmente voltadas aos grupos escolares da Rede Municipal de Ensino de Santo André e à comunidade.
Sua concepção parte de um processo de escuta qualificada com educadoras, educadores, pesquisadoras, pesquisadores e representantes indígenas, reconhecendo a construção contínua, participativa e o aprimoramento permanente dos conteúdos, em diálogo com referências históricas e contemporâneas.
Desde 2019, as ações de educação sobre culturas indígenas integram um projeto permanente da EMEA Parque Tangará, contribuindo para superar estereótipos e fortalecer uma compreensão crítica, plural e contemporânea sobre os povos indígenas brasileiros.
As ações estão relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente aos ODS 4, 13 e 15. O espaço também adota como referência a proposta brasileira do ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial, atualmente em processo de construção e institucionalização.
A Secretaria Municipal de Educação, por meio da EMEA Parque Tangará, e o Instituto IPRODESC agradecem a todas as pessoas que contribuíram para a construção coletiva do Espaço Pedagógico de Culturas Indígenas.
As pesquisas, vivências, saberes e conhecimentos compartilhados fortaleceram um processo educativo pautado na escuta, no diálogo e na participação.
Conheça alguns registros desse percurso coletivo, dos momentos de escuta às diferentes etapas de construção do espaço.
Registro 1 de 6
A construção coletiva do Espaço Pedagógico de Culturas Indígenas foi organizada em etapas colaborativas pela Secretaria de Educação de Santo André, por meio da EMEA Parque Tangará e do NERER, em parceria com o Instituto IPRODESC.
Em setembro de 2025, foi aberta uma manifestação de interesse para participação na elaboração do novo espaço. Por meio de formulário on-line, foram reunidas propostas, ideias e contribuições da comunidade escolar, pesquisadores, estudantes, representantes de organizações e movimentos sociais, indígenas em contexto urbano e aldeados, além de outros interessados no tema.
A escuta inicial recebeu mais de 30 contribuições e possibilitou reunir diferentes experiências, conhecimentos e perspectivas. Entre os participantes, conforme autodeclaração étnico-racial baseada nas categorias do IBGE, 41,2% se declararam brancos, 26,5% pardos, 20,6% pretos e 11,8% indígenas. Em relação ao vínculo institucional, 76,5% possuíam vínculo com a Prefeitura de Santo André e 11,8% não possuíam vínculo institucional com o município. Também participaram pesquisadores, estudantes universitários, representantes de organizações da sociedade civil, da Câmara Municipal de Santo André e do movimento indígena Nhande Vae'té ABC – Movimento Indígena Multiétnico do ABC.
A participação também apresentou importante contribuição técnica: 47,1% dos respondentes se identificaram como pesquisadores, estudiosos ou pessoas com atuação relacionada às culturas indígenas e áreas correlatas, enquanto 38,2% informaram já ter participado de processos de construção ou curadoria de espaços educativos.
Após essa primeira etapa, foi realizada uma devolutiva aos participantes. Nesse encontro, foram apresentados os resultados da consulta e os conteúdos em desenvolvimento para o espaço. Os participantes puderam analisar os materiais, sugerir ajustes nos textos e na terminologia utilizada e contribuir para o aprimoramento da proposta.
A devolutiva constituiu uma nova etapa de escuta e revisão coletiva, com a participação de representação indígena da região. O processo reforçou a concepção do espaço como uma construção contínua, participativa e aberta ao aprimoramento de seus conteúdos.
Inauguração: 21/08/2026