Composteira

A composteira é um local para jogar os resíduos orgânicos provenientes de serviços domésticos, transformando-os em adubo (húmus) para futuramente usar em plantas ou até mesmo em uma horta. Além do húmus, também é gerado outro produto conhecido como chorume, um líquido que surge a partir da decomposição dos resíduos orgânicos úmidos (por exemplo, as cascas de frutas) e que funciona como repelente de pragas, além de fornecer nutrientes.
Além da produção de adubo, a prática de ter uma composteira doméstica auxilia na redução do lixo encaminhado para aterros ou outros lugares com destinação incorreta; também auxilia na redução da emissão de gases do efeito estufa. A composteira pode ser montada em algum lugar aberto, como um buraco no chão; ou até mesmo em caixas organizadoras ou potes plásticos de tinta, de modo que ficará localizada na cozinha ou quintal de casa.
O funcionamento da composteira doméstica consiste basicamente em três caixas empilhadas (podendo ser mais, dependendo da quantidade de resíduos orgânicos gerados na residência).
 
Fonte: modefica.com.br
Cada caixa deverá conter pequenos furos para que o líquido caia e, caso a composteira tenha minhocas, para que elas passem pelos furos; também serão necessários furos na parte superior para a entrada de ar. A caixa de número três, localizada logo abaixo de todas, concentrará todo o composto líquido (chorume) e precisará de uma torneira para que esse material possa ser coletado. As caixas de número um e dois irão concentrar todo o material orgânico que será depositado.
A deposição de resíduos na composteira deverá seguir uma proporção de 2:1, ou seja, a cada duas partes de resíduo orgânico depositada deverá ser colocada uma parte de material seco (como palha, folhas secas, grama cortada ou serragem). Para acelerar o processo de decomposição são utilizadas minhocas californianas, conhecidas como animais decompositores (detritívoras), que realizam o processo de decomposição e transformam os compostos em adubos, a partir de suas fezes.
Quando a caixa do meio (de número dois) estiver lotada de compostos, os resíduos deverão ser depositados na primeira caixa (de número um) e, após o composto da caixa dois ser transformado em adubo, as minhocas migrarão para a caixa um através dos pequenos buracos feitos. Após todo composto ser transformado em adubo, pode-se esvaziar a caixa.
É importante ressaltar que, composteiras em que se utiliza minhocas, existem alimentos que não são indicados. Neste tipo de composteira indica-se a utilização de, por exemplo, restos de cascas e frutas; cascas de ovos (lavados); borras de café; folhas secas; gramas; serragem não tratada; rolinhos de papel higiênico, esterco. Porém, deve-se evitar o uso de frutas cítricas; fezes de cães e gatos; laticínios; carne (devido a demora de decomposição); alimentos cozidos; serragem tratada; papel industrializado; plantas doentes.
Existem outros tipos de composteiras que podem ser montadas com maneiras diferentes, em locais diversos e com outras espécies de animais, alguns exemplos são: - Vermicompostagem: quando utiliza-se minhocas.
- Gongocompostagem: realizada apenas por uma espécie de centopeia, chamada gongolo.
- Composteira seca: realizada apenas por microrganismos, sendo eles bactérias ou fungos. Este processo, apesar de eficaz, é bastante demorado.
- Serrapilheira: é uma composteira a céu aberto em que galhos, folhas e outras partes de plantas são depositados em um único lugar e, com o tempo e a decomposição desse material, será criado o adubo.
Além de minhocas ou gongolos, existe uma diversidade de espécies que podem ser encontradas em composteiras, como besouros, uma espécie de barata, ácaros oribatídeos, colêmbolos (animal muito pequeno que vive em lugares úmidos), equitreídeos (são conhecidos como “minhocas brancas” e desenvolvem um papel muito semelhante as minhocas).
A EMEA Parque Tangará/Parque Escola possui três composteiras grandes e duas pequenas. As composteiras maiores foram montadas em caixa d’água e colocadas em pontos estratégicos do parque, incluindo a horta, o horto medicinal e a estufa de vidro. Sua localização permite utilizá-las in loco para que o adubo gerado seja depositado no solo de plantas cultivadas na EMEA. Além disso, elas possuem fins pedagógicos e são utilizadas para mostrar o adubo aos alunos e professores da Rede Municipal de Santo André que participam das aulas temáticas da EMEA, explicar a função das minhocas no processo de decomposição e a importância do adubo para as plantas.
Texto por: Juliana Rissaldo e Luan Modono
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
DE AQUINO, A. M.; DE ALMEIDA, D. L.; DA SILVA, V. F. Utilização de minhocas na estabilização de resíduos orgânicos: Vermicompostagem. Comunicado Técnico Embrapa, n.8, p.1-6, jun. 1992.

ISMAEL, L. L. et al. Avaliação de composteiras para reciclagem de resíduos orgânicos em pequena escala. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, Pombal, v.8, n.4, p.28-39, 2013.

VITAL, A. de F. M. et al. Implementação de uma composteira e de um minhocário como prática da educação ambiental visando a gestão de resíduos sólidos do CDSA. Revista Didática Sistêmica, v.14, n.2, p.78-94, 2012.
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